De sombra a guia: a jornada de Isis, que a si mesma a descansar para ensinar mulheres a florescer”

Vida e estilo | 30/01/2026 14h06

Material cedido

Durante anos, Isis buscou segurança. Filha da lógica, da disciplina, do caminho certo, ela mirava a estabilidade de um concurso público na área da odontologia. Era isso que parecia certo. O que parecia possível. Mas tudo mudou numa palestra de coaching. Foi uma fagulha. Uma curiosidade incômoda. Não o suficiente para mudar de vida — mas o bastante para começar a se perguntar: “E se eu estiver vivendo pela metade?” A pergunta definitiva veio depois da separação, em que se perdeu após colapso de estresse na gestação e parto. Ela lembra do dia exato: sentada na cama, em silêncio, pela primeira vez sem distrações, se olhou por dentro e percebeu: “Eu não sabia mais quem era Isis. Eu era apenas uma sombra das pessoas ao meu redor.” Essa pergunta virou portal. E do outro lado, estava o chamado. Hoje, Isis é mentora de mulheres que se perderam tentando dar conta de tudo.


Mulheres que, para serem boas mães, boas profissionais, boas empreendedoras, foram se endurecendo. Se desconectando, perdendo a intuição, a doçura, a leveza. Acreditando que sucesso exige sacrifício. Que descanso é fraqueza. Que o feminino é um luxo. Mas Isis não ensina fórmulas. Ela guia pela travessia que conhece no próprio corpo. Ela une pilares terapêuticos e espiritualidade para conduzir a mulher de volta à presença. De volta ao corpo. De volta à confiança em si, sem carregar o mundo nas costas. Seu ponto de virada mais profundo foi a morte do pai. Até ali, havia uma guerra invisível. Ela lutava com o masculino — fora e dentro. Rivalizava. Reagia. E nem percebia que isso também era prisão.

“Quando meu pai faleceu, meu corpo desligou. Eu precisei parar. Foi ali que parei de lutar. Foi ali que comecei a honrar minhas raízes, e a me reconectar com Deus.” Isis precisou desaprender o modo sobrevivência. Desativar a hipervigilância. E entender que fé não é controle. É rendição. Hoje, sua missão é clara: Mostrar para cada mulher que ela não precisa se sacrificar para vencer. Que ela pode descansar e, ainda assim, ser próspera. Que ela pode parar de se provar e começar a florescer. “Se essa for a primeira vez que você me encontra, eu quero que você sinta isso: você não precisa lutar tanto para merecer o que já é seu. O seu valor não está no quanto você aguenta. Está em quem você é, quando volta para casa em si.”